Foto: Ministério Público do Trabalho - PA/AP

Em 2025, quase dois mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em todo o Brasil. Os dados são do Ministério Público do Trabalho (MPT), que intensificou as fiscalizações por meio de forças-tarefas de combate ao trabalho escravo contemporâneo.

No Pará, 48 pessoas foram libertadas durante 13 operações realizadas ao longo do ano. Ao todo, 21 municípios paraenses tiveram propriedades fiscalizadas, entre eles Altamira, Acará, Brasil Novo, Tailândia e Tomé-Açu.

As ações resultaram na assinatura de 228 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e no ajuizamento de 11 ações civis públicas. Em âmbito nacional, os estados com maior número de operações foram Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e o Pará.

Entre as irregularidades encontradas estão alojamentos improvisados, ausência de água potável e banheiros adequados, alimentação precária e exposição a agrotóxicos e produtos químicos sem o uso de equipamentos de proteção individual. Também são caracterizadas como trabalho escravo contemporâneo práticas como jornadas exaustivas, servidão por dívida e trabalho forçado.

Segundo a procuradora do Trabalho Silvia Silva, titular da Coordenadoria Regional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), o MPT atua desde a fiscalização em campo até a responsabilização estratégica das cadeias produtivas. Além disso, o órgão também desenvolve ações de capacitação e suporte às vítimas.

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), realizou o 1º Seminário Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, em Belém.

As denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Disque 100 ou pelo site do Ministério Público do Trabalho no Pará.

Por Rebeca Costa para o Radiojornal 30 Minutos: