Foto: Federico Parra/AFP

Na manhã de sábado (3), o mundo acordou com a notícia de que a força militar dos Estados Unidos invadiu a Venezuela, resultando na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa Cilia Flores. Os primeiros ataques à capital venezuelana foram ouvidos por volta das 3h da manhã, no horário de Brasília.

Maduro é acusado pelos Estados Unidos de liderar uma organização internacional de tráfico de drogas, chegando a ser indiciado no país por “narcoterrorismo”. A incursão foi autorizada por Donald Trump, que confirmou a ação com a justificativa da necessidade de cumprir o mandado de prisão contra o presidente venezuelano.

O professor Mário Tito, do curso de Relações Internacionais da UNAMA – Universidade da Amazônia, analisa o cenário político da América Latina após a invasão à Venezuela e captura de Maduro, e afirma que estamos vivendo um caso grave de violação do direito internacional.

Na visão do especialista, a retirada do presidente venezuelano com base na acusação de envolvimento com o narcotráfico esconde um dos principais interesses do país norte-americano: o petróleo.

“E isso, na verdade, não é só exatamente para os Estados Unidos governarem a Venezuela, mas para deixar com que as empresas dos Estados Unidos possam explorar petróleo e auferir lucros também para os Estados Unidos”, explica.

Mário Tito também reforça a seriedade e a importância da defesa da soberania dos países da América Latina – dentre eles o Brasil –, além de fortalecer a economia e a independência dos Estados Unidos. Outro ponto fundamental é a necessidade da ONU se posicionar em defesa dos países membros, negando a possibilidade da utilização da força para garantir os direitos do país estadunidense.

Ouça a reportagem completa para o Radiojornal 30 minutos:

Por Isabella Cordeiro