A esporotricose, doença causada por fungo que atinge gatos e seres humanos, tem avançado de forma expressiva em Belém. Recentemente, a capital paraense registrou mais de 1.500 casos na população, acendendo um alerta na saúde pública.
O professor Pedro Barroso, coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNAMA – Universidade da Amazônia, explica o que é a esporotricose e como a infecção se manifesta. Os gatos, principais felinos afetados pelo fungo presente no solo, plantas e troncos de árvores, acabam se machucando e desenvolvendo lesões.
“E geralmente essa ferida é na região da cabeça, nas patas, na região da cauda também. E geralmente são feridas que não cicatrizam facilmente. Então o tutor realiza algum tipo de medicamento, mas a ferida continua ali presente e pode acabar evoluindo de tamanho”, descreve.
Para a Secretaria Municipal de Saúde, o aumento dos casos reforça a necessidade do diagnóstico precoce e o tratamento adequado, tanto em animais quanto em humanos. O professor Pedro Barroso também comenta quais sintomas são mais comuns nos felinos.
“O mais comum, como eu falei, são feridas que geralmente duram por muito tempo, né, não cicatrizam facilmente; machucados que possam ter secreção também. Quando o animal começa a desenvolver muita queda de pelo, ao redor de uma lesão, de uma ferida. E em casos mais graves, o animal pode apresentar uma apatia e emagrecer”, destaca.
Já nos seres humanos, a principal característica é o crescimento gradual de uma lesão provocada por felinos. “O humano também pode apresentar dor no local da região, vermelhidão. Então isso é uma característica que deve ser chamada atenção em caso de lesões por felinos, tanto arranhadura ou mordedura”, complementa.
Ouça a reportagem completa de Bianca Souza para o Radiojornal 30 Minutos:
Por Isabella Cordeiro