Para muitos pais, o primeiro ano escolar dos filhos é um desafio na rotina familiar. Contudo, as crianças também podem ter dificuldades de adaptação no novo ambiente em que passam a ser inseridas. A compreensão e suporte da família são fundamentais para ajudar no processo de educação, desenvolvimento social e na saúde mental dos pequenos.
As primeiras interações sociais na infância acontecem, em sua maioria, no ambiente familiar. Com a entrada na escola, esse círculo social se amplia e exige novas adaptações. A psicóloga Thamyris Maués, professora da Universidade da Amazônia – UNAMA, define o período escolar como processo de socialização que incentiva as habilidades do indivíduo – e a maneira como pais lidam com a frustração dos filhos reflete no processo de formação deles.
“O primeiro ano de estudo é muito marcante para a criança. Ela precisa se sentir confiante para aquele novo contexto social. Para auxiliar nesse processo, é necessário que os pais conduzam os filhos de modo que favoreça o convívio deles com outras crianças”, afirma.
As primeiras semanas de aula podem ser difíceis para os pequenos, pois ainda não estão acostumados a ficar longe de suas famílias. Segundo Thamyris Maués, o choro é uma reação comum nesse período. “A maior parte das crianças acabam chorando porque estão com medo ou assustadas, porque não conhecem aquele ambiente. É muito importante a contribuição tanto dos familiares quanto da equipe pedagógica para garantir segurança e tranquilidade à criança”, acrescenta a psicóloga.
Caso a criança continue a chorar, os pais não devem ignorar. A psicóloga destaca que a verbalização dos sentimentos ainda pode ser limitada na infância. “O choro representa uma manifestação de angústia, e a criança não consegue explicar com palavras diretas o que sente. Quando os pais ignoram esse sinal, na tentativa de acostumar a criança à rotina, pode haver prejuízos à saúde mental e à construção da autoestima. É importante observar as circunstâncias responsáveis pelo choro e estimular o diálogo”, conclui.
Ouça a reportagem de Rebeca Costa para o Radiojornal 30 Minutos:
Texto por Quezia Dias/Ascom Unama