O Pará tem 2.220 novos casos de câncer de mama e do colo do útero estimados para 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Do total, 1.320 correspondem ao câncer de mama e 900 ao câncer do colo do útero. No Brasil, a previsão é de 97.920 novos casos dos dois tipos da doença neste ano.
Os números alertam para a importância da prevenção e do acompanhamento da saúde feminina. Durante o Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, o debate também envolve o câncer do colo do útero, que exige atenção aos exames preventivos e à identificação de possíveis alterações.
Para o ginecologista Gustavo Barison, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o cuidado precisa envolver tanto a busca por informações quanto o acesso aos serviços de saúde. “É importante que a informação esteja acompanhada de acesso ao cuidado, desde a prevenção e o acompanhamento de rotina até a investigação de qualquer alteração”, afirma.
O câncer de mama e o câncer do colo do útero podem não apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, a realização dos exames recomendados para cada faixa etária e histórico de saúde é importante mesmo quando não há sinais aparentes da doença.
No caso do câncer de mama, a mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento. Já para o câncer do colo do útero, a prevenção inclui testes capazes de identificar alterações antes que a doença se desenvolva, como o teste de DNA-HPV e, conforme as recomendações, o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau.
Entre os sinais que merecem avaliação médica estão caroços na mama ou na axila, alterações na pele ou no mamilo, sangramento vaginal fora do habitual e dor pélvica persistente. Esses sintomas não confirmam, por si só, a presença de câncer, mas precisam ser investigados por um profissional de saúde.
“O cuidado com a saúde não deve começar apenas quando aparecem sintomas. O rastreamento é essencial justamente porque essas doenças podem permanecer assintomáticas nas fases iniciais”, destaca Barison.
Registros de mortalidade são um alerta
Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, o câncer de mama provocou 21.848 mortes no Brasil, sendo 470 no Pará. Para o câncer do colo do útero, foram registrados 7.455 óbitos no país, dos quais 438 ocorreram no estado.
Em 2026, os registros disponíveis no Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10 contabilizam 13.622 mortes por câncer de mama no Brasil e 291 no Pará. Para o câncer do colo do útero, são 4.567 óbitos no país e 270 no estado. Esses números correspondem aos registros disponíveis no painel e não devem ser interpretados como totais definitivos do ano.
As informações reforçam a importância do acompanhamento da saúde e do acesso aos exames, à investigação diagnóstica e ao tratamento. A orientação é que as mulheres procurem os serviços de saúde para saber quais exames são indicados para sua idade e suas condições individuais.
Fonte: Assessoria de imprensa ONA
Por Sarah Carreiro, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Bebel Chaves