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O Festival Internacional de cinemas dos Povos, realizado desde 2017, nasceu do encontro entre o filme etnográfico, a antropologia visual e o interesse por imagens capazes de aproximar modos de vidas diferentes. Com a chegada de documentários de coletivos, comunidades e diretores que constroem relações com os territórios filmados a longo prazo, o cinema indígena ganhou cada vez mais espaço.

Ao longo dos anos, o vídeo serviu pra aproximar comunidades, também contribuiu para registrar festas, cantos, falas e cotidianos que circularam entre povos distintos, com o objetivo de fortalecer vínculos. Para além disso, os filmes como forma de afirmação cultural e defesa de direitos.

Na sua 7° edição, o festival recebe o Coordenador do evento Alessandro Campos que destaca a importância da FIFEP. “O Festival, não é apenas um período de exibição de filmes, ele é muito mais que isso, ele é um lugar de encontro, um lugar de afeto, acolhimento e de criação de redes, é nisso que a gente acredita”, comenta.

Alessandro também dialoga sobre a preservação da tradição desses povos através do audiovisual. “Eu acredito que o cinema indígena ajuda a fortalecer a cultura, a memória e a transmissão do conhecimento entre gerações. Sobretudo, sendo um guardião da memória”, reforça.

Nomeada como “As imagens continuam respirando, esta edição do FIFEP, escolhe homenagear as experiências fundadoras, para as pessoas que ajudaram a construir e para os filmes que surgiram a partir delas. O objetivo é comemorar uma trajetória coletiva em movimento.

SERVIÇO: De 15 a 20 de Outubro, no Cine Líbero Luxardo – Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré.
A programação é gratuita, podendo participar público geral e cineastas.
Para conferir a programação completa, acesse o site: Festival do Pará 2026

Por Yago Lima, aluno de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Pâmela Gomes.