Pratagy e Davi Fonseca, artistas paraense e mineiro, respectivamente, guardam algumas semelhanças em suas histórias com a música: os dois são cantores, pianistas e compositores, com carreiras que já duram mais de uma década. Na sexta, dia 13 de março, eles sobem ao palco do Núcleo de Conexões Ná Figueiredo para apresentar ao público dois shows que contam parte dessa relação.
A apresentação é a primeira de Pratagy em 2026 – o músico, que é um dos fundadores do Selo Caquí, fez seu último show solo em agosto do ano passado no Teatro Casa Isaura Campos do Sesc. Para a abertura do show de Davi Fonseca, Pratagy vai experimentar um formato de trio, até então inédito em sua carreira. Sobem ao palco com ele Rafaela Lobato (baixo) e Caio Feijó (bateria).
“A apresentação vai ser mais voltada para a letra e melodia, que é uma característica de Curado ou Distraído (2023), meu último álbum solo. Já queria testar o formato de trio há algum tempo, porque sempre foi um desafio tocar no palco músicas que têm elementos mais eletrônicos. Quando o Davi Fonseca me convidou para dividir a noite com ele e fiquei sabendo que ele também vai se apresentar em um trio, então pensei que poderia ser uma chance de me desafiar nesse novo formato”, revela Pratagy.
Além das canções de Curado ou Distraído, o artista paraense vai revisitar, em um formato mais “cru”, as composições de seu primeiro disco, Pictures (2016), e algumas músicas que não toca há algum tempo. “Pictures completa dez anos em 2026, então acho que é uma boa oportunidade de olhar para essa jornada de mais de uma década de música. Pensando nisso, também vou incluir no repertório composições que faz tempo que não interpreto, como ‘Voo e mansidão’, que é uma música minha e de um grande parceiro, o Arthur Nogueira”, conta Pratagy.
E por falar em parcerias e em destaque para as letras das composições, apesar de nunca ter se apresentado em Belém, Davi Fonseca tem uma história com a música paraense: ele já trabalhou com um dos maiores nomes da música do estado, Fafá de Belém – além de já ter trabalhado com outros grandes nomes da música brasileira, como Elza Soares, Letieres Leite, Otto e Luedji Luna. Para o primeiro show em Belém, o artista mineiro apresenta seu disco mais recente, Viseira (2024) – uma referência ao apelido do compositor desde a adolescência, “DaViseira”.
Em seu segundo disco, Davi Fonseca mistura realidade, ficção e a tradição da literatura oral. Ele se apropria de um símbolo popular brasileiro, o jumento, para pincelar a visão que tem do país. “O Jumento sempre foi o maior desenvolvimentista do sertão. Em Minas Gerais, o jumento é peça fundamental na construção objetiva e subjetiva da nossa identidade, das nossas cidades, da cultura tropeira, da nossa gastronomia, da nossa música”, afirma Fonseca.
As letras de Viseira são repletas de imagens e metáforas e têm a intenção de tornar as canções visuais para o público, num diálogo com o teatro, o cinema e a moda. Para deixar a narrativa mais complexa, Davi Fonseca reuniu mais de 20 músicos na gravação do álbum e deu protagonismo para a percussão brasileira e sua expressividade.
SERVIÇO
Pratagy e Davi Fonseca se apresentam no Núcleo de Conexões Ná Figueiredo
Data: 13 de março
Horário: 20h
Local: Núcleo de Conexões Ná Figueiredo
Informações da assessoria de imprensa