Foto: Freepik

A negligência com a saúde preventiva ainda é uma realidade no Brasil, o que preocupa especialistas. A ausência de cuidados e hábitos saudáveis agrava doenças que poderiam ser evitadas ou tratadas mais cedo.

A prevenção inclui consultas, exames de rotina e vacinação, práticas fundamentais para identificar riscos antes que se tornem problemas mais graves. A chamada medicina preventiva tem justamente esse objetivo: agir antes do surgimento das doenças e reduzir complicações futuras.

Mesmo assim, fatores como a correria do dia a dia e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde fazem com que muitas pessoas deixem esses cuidados de lado. Como consequência, doenças crônicas como diabetes e hipertensão acabam sendo diagnosticadas apenas em estágios mais avançados.

A professora Tainá Saiury, do curso de Enfermagem da UNAMA – Universidade da Amazônia, ressalta o enfrentamento de obstáculos no agendamento de consultas. “A gente está falando de longas filas para exames especializados e, muitas vezes, descontinuidade do cuidado. E isso impacta diretamente na adesão às ações preventivas”, aponta.

Entre os principais desafios da saúde preventiva está a ausência de sintomas, que faz com que as pessoas acreditem não haver necessidade de procurar atendimento médico. “Outro aspecto é a priorização de demandas imediatas, por exemplo, trabalho, renda, família, dentre tantos outros compromissos, em detrimento do autocuidado. E a saúde preventiva acaba sendo vista como algo secundário”, destaca Tainá.

Diante desse cenário, segundo a especialista, é fundamental enxergar os cuidados com a saúde para além de ações pontuais, mas como compromissos contínuos com a qualidade de vida.

Ouça a reportagem de Bianca Souza:

Com a participação da aluna de Jornalismo da UNAMA, Sarah Carreiro, e supervisão da jornalista Isabella Cordeiro