Embora seja o maior evento do futebol, a Copa do Mundo tem um propósito que vai além do esporte. O campeonato é a prova de que para a torcida não há fronteiras, sendo também um encontro das várias nacionalidades ao redor do mundo em uma grande celebração.
O Brasil, por exemplo, não desperta a paixão apenas do povo brasileiro. Os torcedores da seleção pentacampeã mundial estão espalhados pelo mundo inteiro. Um dos casos mais curiosos é o de Bangladesh, país localizado no sul da Ásia, que chama atenção por se mobilizar fervorosamente a cada partida.
Bangladesh nunca participou de um Mundial, mas grande parte dos habitantes escolheu o Brasil para representá-los e muitos bengaleses enxergam o país como uma nação que, apesar das dificuldades sociais, conquistou prestígio com superação e talento.
No Oriente Médio, o entusiasmo pelo futebol brasileiro também é recorrente no Líbano. Por lá, a identificação com a seleção que mais ganhou Copas do Mundo é mais recente e tem raízes na imigração: acredita-se que o Brasil abriga a maior comunidade de origem libanesa do mundo, estimada entre 7 e 10 milhões de pessoas, o que fortalece o laço entre as nações.
Em dias de jogos do Brasil, ruas do país libanês são tomadas por carreatas, fogos de artifício, sons de vuvuzela e buzinaços, formando uma grande torcida de verdadeiros apaixonados pela amarelinha. O cenário se repete em outros países, como Índia, Paquistão, Vanuatu e Indonésia.
É possível encontrar fãs e admiradores da Seleção Brasileira em todos os continentes. Ao longo dos seus 96 anos de história, a Copa do Mundo se tornou um elo fundamental entre diferentes povos, saberes e tradições, o que reforça a capacidade do campeonato de unir as pessoas para além das fronteiras geográficas e culturais.
Por Isabella Cordeiro