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A botânica brasileira ganhou um espaço de destaque no cenário internacional recentemente. A artista plástica e ilustradora científica Diana Carneiro recebeu o Jill Smythies Award 2026, concedido pela tradicional Linnean Society of London, a instituição mais antiga dedicada aos estudos da história natural, evolução e taxonomia.

Nascida na Bahia e radicada em Curitiba, Diana atua profissionalmente na área desde 1990. Formada em Ciências Biológicas, a artista também é especializada pela Fundação Botânica Margaret Mee, sócia-fundadora do Centro de Ilustração Botânica do Paraná e desenvolve projetos relacionados à pesquisa acadêmica, publicações especializadas, cursos e consultorias.

Ao entrelaçar rigor técnico e sensibilidade artística, a obra de Diana contribui de forma significativa para a realização de pesquisas, identificação de espécies e documentação da flora nacional. O prêmio concedido à artista homenageia a ilustradora britânica Florence May Jill Smythies e reconhece profissionais com trabalhos que colaboram para o avanço da botânica.

A conquista de Diana representa a contínua valorização de produções publicadas e cientificamente relevantes, que destacam a beleza das plantas, divulgam o conhecimento botânico e promovem a conservação ambiental.

Embora a fotografia ainda seja uma ferramenta fundamental para a análise das plantas, o desenho botânico permite a observação de estruturas, a ampliação de detalhes e o encontro de elementos como flores, frutos, sementes e folhas em uma única prancha. Ao longo de sua trajetória como ilustradora, Diana já produziu mais de 400 pranchas.

Em 2024, o Brasil também foi contemplado com a conquista por meio da ilustradora Maria Alice de Rezende – a primeira a representar o país na premiação internacional. Diana já conhecia o prêmio e participou do processo de indicação da colega, mas não imaginava que seu nome estaria entre os avaliados nos anos seguintes.

Professora durante muitos anos, Diana iniciou a carreira produzindo desenhos para materiais didáticos e publicações acadêmicas antes de se dedicar integralmente à ilustração científica. A artista também ajudou a formar novos profissionais através de cursos e atividades do Centro de Ilustração Botânica do Paraná e grande parte de sua produção é voltada às espécies nativas brasileiras.

Por Isabella Cordeiro