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A Sala de Leitura da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás foi contemplada pelo edital PROLER Bibliotecas na categoria Bibliotecas Comunitárias. O programa é uma iniciativa da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), que reconhece experiências de promoção da leitura em todo o país e fortalece as bibliotecas como espaços estratégicos para a formação cultural, a participação social e a valorização dos territórios.

O reconhecimento nacional chega em um momento de consolidação da Sala de Leitura como um dos principais espaços de formação da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, com grande relevância para o sudeste paraense. Mais do que disponibilizar livros, o equipamento tem promovido encontros essenciais entre literatura, memória, oralidade e identidade amazônica.

Atualmente, o espaço – equipamento do Instituto Cultural Vale (ICV) –, mantém um acervo de mais de 5 mil publicações, disponíveis para acesso e empréstimo de toda a comunidade local, além de desenvolver ações permanentes de mediação de leitura, atividades com escolas e experiências que aproximam diferentes públicos do universo literário.

Ao integrar o PROLER Bibliotecas, a instituição passa a fazer parte de uma rede nacional dedicada ao fortalecimento das bibliotecas comunitárias brasileiras, participando de uma trilha de formação continuada, intercâmbio de experiências e ações voltadas à ampliação das práticas de leitura e escrita em seus territórios.

Para a diretora da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, Gabriela Sobral Feitosa, a seleção reafirma o papel da cultura como instrumento de desenvolvimento territorial.

“Na Amazônia, formar leitores também significa fortalecer narrativas, reconhecer identidades e garantir que nossas comunidades possam produzir, preservar e compartilhar suas próprias histórias. A seleção no PROLER Bibliotecas reconhece um trabalho que vem sendo construído com continuidade e reafirma nosso compromisso de fazer da leitura uma ferramenta de cidadania cultural, pertencimento e transformação social”, enfatiza.

Em 2025, a Casa da Cultura instituiu o programa Palavra Viva, que reúne atividades de fomento ao livro e à leitura, realiza articulações institucionais com o poder público e dedica mais de 60% de suas ações a conteúdos antirracistas e de valorização étnico-racial. Um exemplo disso é o Sarau das Multivozes, que já reuniu nomes como a cordelista Auritha Tabajara, a educadora Regilane Guajajara e o escritor Airton Souza.

Essa e outras iniciativas evidenciam a importância do espaço para descentralizar o acesso à cultura, levando programações constantes e multiletramentos para fora do circuito das capitais.

A produtora cultural Cleidiane Carvalho, responsável pela curadoria das atividades da Sala de Leitura, destaca que a conquista amplia as possibilidades de atuação do espaço.

“Cada atividade que realizamos parte da compreensão de que a leitura é um encontro entre pessoas, experiências e territórios. Participar do PROLER nos conecta a uma rede nacional de bibliotecas comprometidas com esse mesmo propósito e fortalece nosso trabalho de mediação, permitindo que novas metodologias, autores e experiências cheguem à comunidade, sem perder de vista aquilo que nos torna únicos: a potência das narrativas amazônicas”, ressalta.

Para a instituição, o reconhecimento reforça o compromisso da Casa em fortalecer o viés comunitário das bibliotecas, por acreditar que desempenham um papel essencial na democratização do acesso ao conhecimento. O espaço tem como missão contribuir com a construção de comunidades leitoras capazes de preservar memórias, estimular a criatividade e fortalecer os vínculos entre cultura e território.

Informações da assessoria de imprensa