O SUS vai oferecer um novo teste para identificar câncer de intestino ainda no começo. São 400 mil testes do tipo FIT, que é o teste que detecta sangue escondido nas fezes, sinal que pode indicar pólipo ou câncer. É simples, rápido, não é invasivo e tem até 92% de precisão. Quem vai poder fazer? Homens e mulheres de 50 a 75 anos que não têm sintomas.
A iniciativa deve começar a partir de novembro, nas Unidades Básicas de Saúde das capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes.
E tem mais uma novidade no SUS: No câncer de colo do útero, o SUS já usa o teste DNA-HPV e agora vai incluir a citologia em meio líquido, usando a mesma coleta, sem precisar fazer outro exame. Um investimento de R$ 2,7 reais por ano. No câncer de pulmão, o SUS vai financiar cirurgia por vídeo, com cortes pequenos, câmera e recuperação mais rápida. Investimento de 46 milhões por ano. No câncer de tireoide, o valor para iodoterapia vai aumentar 246%, passando de R$ 5,2 para R$ 18 milhões por ano.
Também vai aumentar o valor pago por quimioterapia: 4 vezes mais para medicamento na veia e 2 vezes mais para medicamento por boca. E para agilizar o laudo de biópsia, já funcionam 3 Centros Regionais de Patologia Digital em Manaus, Teresina e Diamantina, em Minas Gerais. Tem ainda o Super Centro Brasil, do Ministério da Saúde, que reduziu a espera de 6 meses para 8 dias para ter o resultado do laudo.
E mais do que aumentar o número de exames, o objetivo é diminuir a espera de quem depende do SUS para descobrir a doença e começar o tratamento.
Pâmela Gomes para o Radiojornal 30 minutos.