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Com a chegada do Dia dos Pais, celebrado no próximo domingo (09), histórias de homens que encontraram na paternidade atípica uma nova forma de amar e cuidar ganham destaque. A convivência com filhos que possuem deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento transforma a rotina e mostra que cada conquista passa a ter um significado maior.

Nesse contexto, a paternidade atípica destaca a importância da presença ativa dos pais no desenvolvimento dos filhos. Além de acompanhar momentos específicos, ser um pai atípico envolve participar da rotina, compreender as necessidades da pessoa e construir novas formas de comunicação e vínculo.

Segundo o professor Manoel Leão, pai de Athos Lorenzo, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a paternidade trouxe uma nova forma de enxergar a vida. “Ser um pai atípico é ser um pai escolhido por Deus. Ele entrega para você uma pessoa que você terá um cuidado mais do que redobrado, porque é uma pessoa totalmente especial.”

Cada família vive essa realidade de forma diferente. De acordo com Regivan Silva, pai de Carla Aryanny, cadeirante, o maior ensinamento veio da convivência diária com a filha. “O meu maior aprendizado que eu levo hoje é a gratidão. Apesar desse sonho dela não ter se realizado na vida, isso não tirou dela a alegria de viver e ser feliz. Com o nosso amor e o nosso cuidado, ela nos ensina diariamente sobre amor, fé e gratidão.”

Além da dedicação dentro de casa, os pais acreditam que a inclusão precisa ser fortalecida em todos os espaços da sociedade. Para Manoel, ampliar o conhecimento sobre o autismo e outras condições é fundamental para reduzir o preconceito. “Eu acho que a sociedade e as pessoas deveriam ter um olhar diferente e aprender um pouco mais o que significa ser uma criança atípica. Isso deveria ser feito nas salas de aula, nas empresas, para abrir um pouco mais a mente dessas pessoas.”

A paternidade atípica mostra que cada família constrói sua própria trajetória, marcada por desafios, descobertas e novas formas de demonstrar amor. A presença dos pais, aliada à informação e à inclusão, contribui para que crianças e adultos atípicos tenham mais oportunidades de desenvolvimento e qualidade de vida.

Por Sarah Carreiro, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro