Uma coligação de organizações ambientais lança, nesta semana, o projeto “Restaura Biomas”, uma iniciativa para aumentar a recuperação da vegetação nativa no Brasil. O anúncio será feito em meio à VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE 2026), que ocorre entre os dias 27 e 31 de julho, em Brasília.
A liderança é da União pela Restauração, articulação criada em 2021, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26). O projeto é executado pelo World Resources Institute (WRI) Brasil, em colaboração com a Conservação Internacional (CI-Brasil), The Nature Conservancy (TNC) Brasil e WWF-Brasil.
A iniciativa busca contribuir para que o Brasil alcance o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, meta estabelecida em acordos internacionais e prevista na Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Proveg).
A previsão é colocar 600 mil hectares de vegetação nativa para serem restaurados, promover práticas sustentáveis em 1,2 milhão de hectares e reduzir 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂e), além de garantir benefícios a 150 mil pessoas, das quais pelo menos 35% são mulheres.
Para atingir os resultados esperados, o planejamento da iniciativa envolve o fortalecimento de políticas públicas, ampliação de recursos, estruturação de cadeias produtivas, aprimoramento da governança e a conexão de iniciativas já existentes nos territórios do país.
A líder de Restauração do WWF-Brasil, Taruhim Quadros, destaca que o projeto analisa as diferenças entre os seis biomas brasileiros (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) para amplificar a efetividade das ações.
“Não existe uma solução única em todo o país. Cada bioma e cada território tem características ecológicas, sociais e produtivas próprias. Por isso, o projeto busca fortalecer essas condições para que a restauração avance em todo o Brasil, respeitando e conhecendo também essas diferenças”, pontua.
Ela ainda explica que o WWF-Brasil tomará a frente das finanças para a restauração da vegetação nativa no país, elaborando modelos de negócios, mecanismos financeiros e estudos que apoiem decisões de investimentos, também aproximando governos, empresas, investidores, organizações da sociedade civil e comunidades.
Por Isabella Cordeiro, com informações da Agência Brasil