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A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, à unanimidade, na última terça-feira (4), o projeto de lei da deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) que reconhece a obra do cantor e compositor Vital Lima como patrimônio cultural e imaterial do Pará.

Com nove álbuns lançados em 48 anos de carreira construídos entre o Pará e o Rio de Janeiro, Vital Lima agradeceu à deputada, aos demais parlamentares e ao povo do Pará pela conquista. O projeto de lei segue para a sanção da governadora Hana Ghassan.

Nascido em Belém do Pará, Vital Lima é uma das vozes marcantes da música popular paraense e autor de clássicos regionais, como “Círios”, além de um precioso repertório em parceria com Nilson Chaves, com quem lançou o álbum “Interior” e o DVD “Sina de Ciganos”, com canções inspiradas na realidade amazônica, e “Waldemar”, com a obra do Maestro Waldemar Henrique.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1975, mas manteve conexão com a terra natal e, atualmente, possui residências na capital carioca e na ilha de Mosqueiro, em Belém, nas quais divide temporadas.

“Eu havia me sentido honrado quando a obra do Nilson Chaves foi considerada patrimônio cultural e imaterial do Pará, uma vez que temos toda uma história de canções feitas de parceria. Estou feliz que o reconhecimento tenha se estendido até mim, através do projeto da deputada Lívia Duarte. Fico muito grato a ela pela lembrança e, de uma forma mais abrangente, agradeço aos paraenses, através de cada um dos deputados que votaram pela aprovação. O paraense que eu sou ama esse estado e a nossa cultura”, agradeceu Vital Lima.

O artista paraense coleciona histórias de sucesso, como a música “Pastores da Noite” que se tornou tema da novela “Memórias de amor”, da TV Globo, em 1979; lançamento do álbum “Cheganças”, em Brasília, em 1980; classificação no Festival MPB-80 da TV Globo; vitória no Festival Regional da Canção Popular de Cascavel (PR) com a música “Vale a Pena”, em 1984.

Seu álbum “Waldemar”, relançado em 1994, foi considerado um dos dez melhores do ano pela crítica do jornal “O Globo”. Vital Lima também fez show no Teatro Rival, um dos mais importantes do Rio de Janeiro, compôs as trilhas das peças de teatro “O Cândido Chico Xavier” e “Bonequinha de Pano”, de Ziraldo, com letras de Jamil Damous e de Ziraldo, que recebeu o prêmio Maria Clara Machado de Melhor canção/trilha de Teatro Infantil de 2003.

Vital Lima realizou o show de 25 anos de carreira, “Canto Vital”, em Belém, no Teatro Margarida Schivasappa, em 2001. Ainda, teve composições suas gravadas por artistas como Wanderléa, Simone, Andréa Pinheiro, Lucinnha Bastos, Elizeth Cardoso, Fafá de Belém, Emílio Santiago, Zé Renato, Marco André, Walter Bandeira e Marisa Gata Mansa, entre outros.

Informações da assessoria de imprensa