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A dislexia é um transtorno que dificulta o aprendizado, como a leitura e escrita. Nesses casos, a fonoaudiologia tem se destacado no cuidado de pessoas com dificuldades e transtornos de aprendizagem ao usar métodos clínicos adequados à necessidade de cada paciente.

A fonoaudiologia possui competências fundamentais para avaliar e tratar pacientes com dislexia, seguindo protocolos rígidos com base científica. Os profissionais utilizam elementos lúdicos que instigam curiosidade, leitura, escrita, jogos e outras atividades de concentração e memória. De acordo com Carolina Araújo, fonoaudióloga e professora da UNAMA – Universidade da Amazônia, o trabalho, junto à comunicação escrita, é importante para a melhora da qualidade de vida e autoestima dos pacientes.

“Além da avaliação, é necessário manter consultas periódicas, de acordo com a indicação. Na fonoaudiologia, prevalece o acolhimento e o planejamento individual do tratamento, considerando a necessidade de cada paciente”, afirma.

De acordo com a especialista, após o diagnóstico de dislexia, é recomendado que o tratamento seja iniciado de imediato. “Ele reduz o impacto na qualidade de vida. Quanto antes começar, melhor. Ainda na fase pré-escolar, é possível identificar dificuldades de aprendizado nas crianças. Ao observar isso, é importante os pais procurarem ajuda profissional para minimizar os danos no futuro escolar”, pontua a fonoaudióloga.

Após a avaliação clínica, o especialista pode encaminhar o paciente a terapias multiprofissionais. Segundo a fonoaudióloga, isso acontece porque o processo de diagnóstico é dividido em quatro etapas: prevenção, orientação, avaliação e tratamento.

“É necessário o fonoaudiólogo compreender a dificuldade dessa pessoa, as competências que ela se destaca e quais habilidades precisam ser tratadas. Tudo isso garante ao indivíduo um tratamento adequado”, conclui.

Por Quezia Dias/Ascom UNAMA