Cuidar da visão é um hábito necessário para reduzir o desconforto conhecido como “fadiga ocular”. A sensibilidade ou irritação nos olhos pode ter razões inusitadas que merecem atenção, como o uso incorreto de lâmpadas LEDs em residências. O excesso da claridade em cômodos de descanso é um forte motivo para o surgimento de ardência e problemas de vista.
Seja em ambientes domésticos ou empresariais, as lâmpadas LED (Diodo Emissor de Luz) possuem benefícios para o bolso do consumidor por economizar energia. Diferente das incandescentes, elas se destacam pela superioridade de iluminação com zero emissão de calor. Além disso, têm menor concentração de watts (potência da velocidade de energia). Ou seja, reduz o custo de gastos de energia.
Enquanto a lâmpada incandescente varia de 15 a 100w para iluminar um ambiente, a LED consegue esse feito com uma frequência de 4 a 17 watts. De acordo com Tatiane Medeiro, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNAMA – Universidade da Amazônia, a lâmpada LED ainda dá opções de três tonalidades de iluminação.
“Muitas pessoas não sabem, mas existem três cores de LED: branco frio, neutro e quente. Essas temperaturas permitem que o usuário escolha a melhor opção para o ambiente, mas também é preciso levar em consideração o conforto ocular”, afirma.
Ainda segundo Tatiane, a temperatura delas é específica para sensações cognitivas e são capazes de estimular o indivíduo. “A luz branca fria, por ser mais azulada, é muito útil para espaços que exigem concentração. A neutra é comumente usada em comércios e lojas. Já a quente desperta o relaxamento e conforto, sendo utilizada para descanso”, conclui a arquiteta.
A luz azul (ou branco frio) é a mais usada na casa dos brasileiros. Ela também é a mais fácil de encontrar nas prateleiras de supermercados. Isso acontece por causa da forte claridade do branco, que dá a falsa impressão de iluminar melhor um espaço.
“Muitas pessoas compram a luz fria não por escolha consciente e conforto. A maioria escolhe esse tom porque é o disponível no supermercado. Sem ter outras opções, subentendem que é a lâmpada mais eficaz. Essa falta de informação técnica sobre iluminação é um prejuízo para o consumidor pelo desconforto causado nos olhos”, explica Tatiane.
Chamado de fototoxicidade, o desconforto ocular pode ser causado por diversos motivos. “O excesso de claridade e luz azul pode provocar fadiga visual e interferir no ciclo circadiano. O problema não é o LED em si, mas o uso inadequado do produto em ambientes de descanso”.
Para pessoas que têm baixa visão, a arquiteta recomenda o uso prevalente de luz amarela. “Além de diminuir o esforço dos olhos, a cor quente contribui para melhorar a nitidez visual. Isso acontece porque é a opção mais próxima da luz natural”, conclui.
Por Quezia Dias/Ascom UNAMA