Secas severas, enchentes e ondas de calor são alguns efeitos das mudanças climáticas que já fazem parte da realidade. E os que mais sofrem são aqueles que não conseguem se proteger: bebês e crianças.
Segundo dados da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), crianças nascidas em 2020 vivenciarão 6,8 vezes mais ondas de calor e 2,6 vezes mais secas do que as nascidas em 1960. Com sistemas fisiológicos ainda em desenvolvimento, eles são mais vulneráveis ao estresse térmico, à desidratação, a doenças respiratórias e à dificuldade de regulação da temperatura corporal.
De acordo com a gerente de sensibilização da sociedade da Fundação Maria Cecília, Sheila Calgaro, os efeitos da crise climática na saúde física começam desde a gestação. “Gases poluentes, por exemplo, podem entrar nas vias aéreas da gestante, chegar até a placenta, causar má formação do feto”, exemplifica.
As mudanças climáticas também afetam o acesso à educação infantil de qualidade. Segundo a Fundação Maria Cecília, os ambientes das creches e pré-escolas precisam ter contato com a natureza, para promover saúde, aprendizado e bem-estar.
Porém, dados do Instituto Alana revelam que 44% das unidades de educação infantil nas capitais brasileiras não possuem nenhuma área verde.
Oferecer conforto térmico, remover o excesso de concreto e ampliar áreas verdes são recomendações dos especialistas para assegurar o bem-estar das crianças durante a fase mais sensível que é a primeira infância, promovendo justiça social, equidade e garantia de direitos.
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