Embora “O Agente Secreto” tenha perdido em todas as categorias nas quais concorria no Oscar 2026, incluindo as de Melhor Ator pela atuação de Wagner Moura e Melhor Filme, o presidente Lula enalteceu a participação do cinema brasileiro na premiação. Outro destaque foi o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.
Em suas redes sociais, Lula disse ter orgulho de ver artistas brasileiros na cerimônia novamente, mostrando a força do nosso cinema e o talento dos atores, atrizes, diretores e da equipe técnica envolvida no processo. “É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias”, afirmou.
Apesar de não ter levado as estatuetas para casa, o resultado está longe de ser negativo. “O Agente Secreto” representa um sucesso absoluto, com uma campanha marcada por grandes conquistas e pelo alcance da cultura brasileira a nível internacional. Filmado em Recife (PE), o longa obteve um desempenho comercial esmagador.
Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), o filme superou a marca de 2,35 milhões de espectadores e arrecadou mais de R$ 50,3 milhões em renda, além de ter comprovado a importância do investimento na produção audiovisual brasileira.
Entre 2023 e 2025, o governo brasileiro, por meio do MinC, destinou mais de R$ 5,7 bilhões ao setor, incluindo recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que apoiou “O Agente Secreto” e de outras leis de incentivo. Diante desse cenário positivo, o cinema nacional avança e permanece sendo reconhecido, brilhando em premiações e festivais no Brasil e no mundo.
Confira o que rolou na 98ª cerimônia do Oscar
O Prof. Dr. Rodolfo Marques, dos Cursos Criativos da UNAMA – Universidade da Amazônia, comenta sobre os destaques da premiação, realizada em Los Angeles no último domingo (15).
Entre os principais vencedores da noite estão o longa “Uma Batalha Após a Outra”, na categoria de Melhor Filme; Michael B. Jordan, na categoria de Melhor Ator, pela atuação em “SINNERS” (Os Pecadores) e Jessie Buckley, consagrada como Melhor Atriz, por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”.
Ouça o comentário do professor na íntegra:
Texto por Isabella Cordeiro