Com o propósito de expandir a produção cultural de artistas com deficiência, será lançada a plataforma virtual Arte Defiça, em Belém, nesta sexta-feira (30). O espaço de formação Amanda LeLibras abrirá as portas para um momento importante do projeto, que busca combater barreiras e reafirmar o protagonismo desses criadores em locais institucionais.
Com apoio da Lei Aldir Blanc, o Arte Defiça surge como um espaço gratuito de memória e circulação, reunindo a potência de dez artistas com deficiência de vários cantos do Pará. Além disso, comprometida com a democratização cultural, a plataforma integra recursos de audiodescrição e Libras em todos os conteúdos.
A curadoria simboliza uma manifestação anticapacitista da diversidade, direcionando o olhar para as vivências de artistas negros, indígenas, quilombolas e LGBTQIAPN+, além de proporcionar visibilidade à pluralidade de pessoas com deficiência na Amazônia. A ideia é desfazer a lógica que associa esse grupo apenas ao lugar de público ou beneficiária de políticas culturais.
Nesse contexto, o Arte Defiça propõe a inversão desse estigma, onde os sujeitos ocupam o centro da cena como criadores, produtores e agentes culturais ativos, apresentando suas obras em diversas linguagens artísticas, consolidando um espaço permanente de circulação.
Além do ambiente virtual, o projeto promoverá ações presenciais de ativação e debate em três cidades paraenses: Belém, Santarém e Aveiro, cada uma de regiões diferentes. Nessas cidades, o projeto realizará rodas de conversa com os artistas da plataforma, ampliando o diálogo sobre acessibilidade, deficiência, arte e políticas culturais.
Conheça a plataforma: https://www.artedefica.com/
Por Isabella Cordeiro