O lançamento do livro “Capacidades diplomáticas para o Brasil do século XXI”, organizado pela embaixadora Irene Vida Gala e pelo professor Dawisson Belém Lopes, sob a coordenação do Ministério das Relações Exteriores – MRE (Itamaraty), começará pelo eixo Sul-Sudeste e em breve chegará na região Norte. A obra conta com a colaboração do professor e pesquisador Mário Tito, do curso de Relações Internacionais da UNAMA, e apresentador do programa “Globalizando” da Rádio UNAMA FM.
O livro foi construído a partir de um movimento interno do Itamaraty para repensar as novas funções e atividades do diplomata brasileiro diante das mudanças constantes do mundo no século XXI, incluindo estudos que servem para aqueles que se preparam para a carreira diplomática, para os diplomatas em ação e para a sociedade brasileira como um todo, como explica o professor Mário Tito.
“Eu acredito que é uma obra de referência que vai ser utilizada, exatamente, para a formação dos futuros diplomatas, mas também para a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância desses serviços da República Federativa do Brasil”, acrescenta.
Mário comenta que foi um dos diplomatas convidados pelos organizadores Irene e Dawisson, por ser da região Norte do país e por integrar o curso de Relações Internacionais da UNAMA – que completa 20 anos em 2026 e que forma profissionais que saibam falar da Amazônia para o mundo.
“Eu fiquei superfeliz, justamente por contribuir com as pesquisas que venho fazendo no campo ambiental, no campo da segurança ambiental, mas também da Amazônia como um todo nas discussões diplomáticas brasileiras. Foi um reconhecimento ao pesquisador, mas também o reconhecimento ao curso de Relações Internacionais da UNAMA”, destaca.
Em seu capítulo, intitulado como “Diplomacia do meio ambiente e mudança climática”, a discussão aborda como os profissionais dos serviços diplomáticos, diplomatas e aqueles que circulam na política externa brasileira, podem adentrar no campo do meio ambiente, mostrando a importância do conhecimento da Amazônia in loco, a partir de vivências intensas em núcleos urbanos, no meio rural e das águas.
O propósito é justamente a construção do conhecimento local do problema, com suas profundidades, para o desenvolvimento de políticas públicas que possam ser de referência da diplomacia brasileira frente aos outros países, com base em conceitos como o de práxis de Karl Marx e Paulo Freire.
“Eu discuto bastante essa forma de desenvolver habilidades e competências nesses diplomatas, destacando exatamente essa perspectiva de uma experiência práxica, ou seja, uma experiência que não é só prática no sentido do fazer, mas uma experiência que seja prática que é pensada”, explica.
Por Isabella Cordeiro