Com o objetivo de alertar famílias e profissionais de saúde a respeito do avanço da miopia entre crianças e adolescentes, relacionada ao uso excessivo de telas e à baixa exposição à luz natural, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram a cartilha “Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos”, na última sexta-feira (11).
O material tem como público-alvo pacientes, familiares, profissionais e organizações que atuam nas áreas da saúde e da educação, e a distribuição da cartilha será feita pelas secretarias competentes em todo o Brasil.
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia esclarece que o intuito é oferecer à população um guia composto por medidas simples, de fácil incorporação à rotina e que podem contribuir para o enfrentamento da miopia – erro de visão que impede as pessoas de enxergarem objetos com clareza.
Entre as principais recomendações da cartilha é que crianças e adolescentes passem pelo menos 2 horas por dia ao ar livre, envolvendo brincadeiras, caminhadas, esportes e contato com a natureza. De acordo com o CBO, a exposição à luz natural funciona como um fator protetor para a progressão da miopia.
“Passar tempo ao ar livre ajuda a reduzir as horas dedicadas a atividades em espaço fechado, com os olhos fixos, a curta distância, em uma superfície, como as telas de computador ou celular”, defende o Conselho.
A cartilha ainda recomenda restringir o consumo das telas conforme cada faixa etária. A métrica considerada ideal pelos especialistas é: nenhum tempo de tela para menores de 2 anos; até uma hora por dia para crianças entre 2 e 5 anos; até duas horas por dia para crianças entre 5 e 10 anos e até três horas por dia para crianças e adolescentes de 10 a 18 anos.
“Os limites seguem a lógica de que, quanto menor a criança, maior a vulnerabilidade do sistema visual em formação. Outra orientação é fazer pausas regulares durante as atividades de perto, manter distância adequada dos dispositivos e usar proteção solar”, recomenda o CBO.
Fonte: Agência Brasil
Por Isabella Cordeiro