A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após análises do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), substituindo a última versão, publicada em 2022.
180 espécies ou subespécies foram adicionadas ao documento, como a arara-azul-grande, reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto e o tamanduaí. Outras 150 foram removidas da lista.
O novo relatório envolve a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies, e a Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies.
O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias: Vulneráveis (VU); Em perigo (EN); Criticamente em Perigo (CR); Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW). Peixes e invertebrados aquáticos estão classificados em outra lista, igualmente atualizada e divulgada em abril deste ano.
A maior parte das espécies catalogadas são invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. O documento também lista 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.
Das nove espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, seis são aves, duas são anfíbios e há apenas um mamífero: o roedor de Vespucci, que ocorria em Fernando de Noronha.
Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, o documento é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira. “A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, afirma.
Por Isabella Cordeiro