Estudantes paraenses levaram o potencial da pesquisa produzida na Amazônia para a Inglaterra neste mês de março.

O grupo de pesquisadores participou do Decolonising Climate Change Symposium, na Universidade de Birmingham (UoB), na segunda etapa do intercâmbio multidisciplinar financiado pelo projeto “Descolonizando as mudanças climáticas: produção colaborativa de conhecimento através das diferenças entre Norte-Sul globais”, que avalia os efeitos do clima na região amazônica sob perspectivas locais e globais.

A iniciativa é coordenada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela UoB. Durante a ocasião, o Museu foi representado pela coordenadora de Comunicação e Extensão (Cocex/MPEG), Sue Costa, que coordena o projeto ao lado da professora Emanuelle Santos, da UoB.

Os pesquisadores do MPEG Erêndira Oliveira, arqueóloga; Tatyana Mariucha, chefe da Estação Científica do MPEG; e Pedro Glécio Costa Lima, bolsista, também estiveram presentes no evento. Além deles, estudantes e representantes da Universidade Estadual do Pará (Uepa) e de outras instituições do Brasil participaram das discussões.

O simpósio ocorreu entre os dias 2 e 6 de março, dentro da programação do The Brazilian Carnival, onde Sue Costa mencionou as exposições do Museu Goeldi, destacando a mostra Ahetxiê, que apresenta ao público o peixe-espada, uma espécie em extinção, a partir da integração entre ciência, arte e cultura indígena.

Outras pesquisas foram mencionadas, além da palestra “Descolonizando o encantamento: ciência e arte no Museu Goeldi, Amazônia brasileira”, ministrada também por Sue Costa em um seminário coordenado pela professora Emanuelle Santos.

Sue falou sobre a união entre a ciência e a arte desenvolvida no MPEG, que detém um dos maiores acervos científicos e culturais da Amazônia. “Enquanto a ciência fornece métodos rigorosos para investigar e para preservar a biodiversidade e as culturas, a arte amplia a percepção e incorpora a sensibilidade ao diálogo com o público. Juntas, elas transformam dados em narrativas e conhecimento em experiências significativas”, relatou.

Além dos eventos acadêmicos, o evento incluiu atividades culturais como apresentações de samba e de capoeira, e comidas típicas do Brasil.

Por Isabella Cordeiro