O café faz parte da rotina de muitos brasileiros e, nesta quinta-feira, 1º de outubro, a bebida é celebrada. O Dia Internacional do Café foi estabelecido pela Organização Internacional do Café (OIC) como uma ocasião para valorizar a bebida e as pessoas que fazem parte da cadeia de produção.
Além do sabor e do costume de tomar uma xícara ao longo do dia, o café também possui substâncias que podem produzir efeitos no organismo. De acordo com Joyna Castro, coordenadora do curso de Nutrição da UNAMA, a cafeína pode contribuir para o funcionamento de diferentes áreas do corpo. “O café pode aumentar a disposição, a atenção e a concentração. Por conter compostos antioxidantes, o seu consumo habitual está associado a menor risco de diabetes do tipo 2 e algumas doenças cardiovasculares. Mas ele não substitui uma alimentação saudável e nem deve ser visto como tratamento”, explica.
Os antioxidantes presentes na bebida estão relacionados à proteção das células e fazem parte dos compostos que podem colaborar para seus efeitos no organismo. Ainda assim, a resposta ao café varia de pessoa para pessoa, principalmente por causa da sensibilidade à cafeína.
Quando o café pode fazer mal?
O problema aparece principalmente quando há consumo excessivo de cafeína. Para a maioria dos adultos saudáveis, até 400 miligramas por dia é uma quantidade considerada segura, embora a dosagem varie de acordo com cada pessoa.
Segundo Joyna, ultrapassar a quantidade tolerada pelo organismo pode provocar sintomas adversos. “O excesso pode causar ansiedade, a gente pode se sentir mais irritado, pode sentir tremor, palpitação. Pode ter dor de cabeça e até aquele desconforto no estômago. Também pode prejudicar o sono, principalmente quando o consumo é feito pelo horário da tarde, perto das 15 horas”, alerta a nutricionista.
Pessoas com ansiedade, dificuldade para dormir ou maior sensibilidade à cafeína podem sentir os efeitos do café mesmo em pequenas quantidades. Por isso, é importante observar sinais como aumento da agitação, aceleração dos batimentos cardíacos e piora do sono. Gestantes também devem ter atenção especial ao consumo da bebida.
O hábito de consumir café pode fazer parte da rotina, desde que a quantidade seja adequada às necessidades de cada pessoa. A atenção aos horários e aos sinais do próprio organismo ajuda a aproveitar a bebida sem transformar o hábito em um fator de desconforto.
Por Sarah Carreiro, aluna de jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro