A partir de 3 de novembro, o público poderá voltar a visitar os espaços internos do Museu das Amazônias (MAZ), em Belém (PA), um dos principais museus da região norte. O espaço passou por um período de renovação para a montagem de duas novas exposições, incluindo sua mostra de longa duração, que ocupará o térreo do prédio.
Durante o período de montagem das novas exposições, o MAZ manteve uma programação cultural e educativa gratuita em sua área externa, com atividades voltadas a diferentes públicos. A iniciativa garantiu a continuidade da relação do museu com a cidade, mesmo durante a preparação dos novos espaços expositivos.
A reabertura também carrega um significado simbólico: acontece no contexto da passagem de bastão entre as cidades-sede das conferências do clima. Um ano após a realização da COP30 em Belém, em novembro de 2025, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas segue para Antália, na Turquia, onde será realizada a COP31. O MAZ integra o conjunto de equipamentos e iniciativas que passaram a fazer parte do legado deixado pela COP30 para a capital paraense.
“Temos certeza de que a população vai prestigiar essa nova etapa, ocupar o Museu e aproveitar toda a programação que está sendo preparada. É um equipamento que pertence à nossa gente e que ajuda a projetar a cultura e a diversidade das Amazônias para o Brasil e para o mundo”, declara o secretário de Cultura do Pará, Bruno Chagas.
A visitação ao museu continuará gratuita, mediante retirada antecipada de ingressos pela internet. O funcionamento será de quinta-feira a terça-feira, das 10h às 18h, com entrada de visitantes permitida até às 17h. Às quartas-feiras, o espaço permanecerá fechado para manutenção.
Segundo a gerente técnica do MAZ, Camila Costa, a reabertura do MAZ representa um novo momento para o museu e para a relação que ele estabelece com a região. “O MAZ foi pensado como um espaço para aproximar diferentes conhecimentos e formas de perceber as Amazônias. Nesta nova etapa, queremos aprofundar essa proposta e estimular novas formas de conhecer, valorizar e se relacionar com esses territórios.””, ressalta.
O MAZ é um equipamento do Governo do Pará que tem implementação e gerenciamento do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. “Implementar o Museu das Amazônias é, para o idg, uma oportunidade de colocar nossa experiência a serviço de um projeto que nasce do território e olha para o futuro. Queremos contribuir para que o museu seja cada vez mais um espaço vivo, capaz de aproximar ciência, cultura, tecnologia e sociedade e de ampliar o olhar do Brasil e do mundo sobre as Amazônias”, ressalta Ricardo Piquet, Diretor-geral do idg.
As exposições
A reabertura do MAZ será marcada pela estreia de duas novas exposições que propõem uma experiência de visitação baseada na interação com obras, objetos, conteúdos e recursos expográficos. As mostras aproximam arte, ciência, tecnologia, saberes tradicionais e cultura para apresentar diferentes formas de compreender as Amazônias e sua diversidade.
No térreo, a exposição de longa duração “Amazônias no Plural” ocupará cerca de 950 m² e conduzirá o visitante por diferentes momentos e dimensões da história da região. A narrativa parte da formação geológica da Amazônia e percorre temas como a presença humana, os modos de vida, os hábitos alimentares, os recursos naturais e as manifestações culturais dos povos amazônicos. A exposição também aborda as transformações contemporâneas do território e os desafios enfrentados atualmente pelo bioma e por suas populações.
No mezanino, complementando a experiência, o público encontrará a exposição de curta duração “Água, Pantanal, Fogo”, que ocupará cerca de 500 m². Juntas, as duas exposições ocuparão aproximadamente 1.450 m² de área expositiva, transformando os espaços internos do MAZ em um ambiente dedicado à descoberta, à interação e à reflexão sobre temas relevantes da atualidade, aproximando ciência, tecnologia, sociedade e os desafios que marcam o nosso tempo.
Informações da assessoria de imprensa