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O cuidado com a alimentação é algo fundamental em todas as idades, mas a fase da infância primária requer atenção redobrada. O maior desafio é evitar que crianças consumam açúcar, pois ele está presente em alimentos industrializados e pode causar doenças autoimunes ao longo da vida, como diabetes e obesidade.

Para a maioria das crianças, doces e sobremesas são irrecusáveis. Por isso, familiares devem introduzir aos poucos o consumo do açúcar. De acordo com Thifany Mendes, nutricionista e professora do curso de Nutrição da UNAMA – Universidade da Amazônia, o ideal é manter crianças de até dois anos longe do açúcar adicionado e presente em alimentos industrializados, como biscoitos e chocolate.

“O açúcar, assim como o sal e alimentos industrializados, não é recomendado na infância. Nessa etapa da vida, os pequenos estão se desenvolvendo e precisam comer alimentos in natura e sem açúcar. Oferecer doces pode impactar o futuro da saúde deles”, afirma.

Como alternativa ao consumo de alimentos doces, a especialista em Nutrição Materno-Infantil aconselha a introdução de frutas e verduras na dieta. “Até os dois anos de vida, o paladar infantil está em formação. Substituir o açúcar adicionado por frutas, que são adocicadas in natura, é uma forma de prevenir doenças e fortalecer a educação alimentar da criança”, acrescenta Thifany Mendes. 

Entre os benefícios da restrição, a nutricionista exemplifica a melhora nas saúdes física, dental e metabólica. “Uma criança que não consome açúcar terá desenvolvido melhor o paladar, vai buscar comer mais frutas e, além disso, não sofre facilmente com alterações dentárias, como a cárie”.

A nutricionista ainda alerta que bebês de até seis meses não devem ingerir outros alimentos, somente o leite materno. “Se houver necessidade ou for orientação médica, os pequenos podem tomar mingau, iogurte e leite. Mas esse consumo deve seguir sem açúcar até os dois anos”, conclui Thifany Mendes.

Por Quezia Dias/Ascom UNAMA