A queda e a quebra dos cabelos são problemas diferentes, mas podem aparecer ao mesmo tempo. Enquanto a queda ocorre quando o fio se desprende completamente do couro cabeludo, a quebra acontece quando ele se parte ao longo do comprimento. Entre os fatores que podem provocar a queda estão alterações hormonais, estresse físico e emocional, deficiências nutricionais, predisposição genética e doenças que afetam o couro cabeludo.
Segundo Manoela Almeida, esteticista e professora do curso de Estética e Cosmética da UNAMA – Universidade da Amazônia, identificar a diferença entre os dois problemas é importante para entender o cuidado necessário em cada caso.
“Podemos começar diferenciando o que é queda de fios e o que é quebra dos cabelos. São questões distintas, embora muitas vezes apareçam juntas. A queda ocorre quando o fio se desprende por inteiro do couro cabeludo, enquanto a quebra acontece quando o fio se parte ao longo do comprimento, deixando fios mais curtos, pontas duplas e um aspecto de cabelo ralo ou irregular”, explica.
A especialista destaca que a queda também pode surgir alguns meses após situações que provocam alterações no organismo, como períodos de estresse intenso, febre, infecções, cirurgias, perda de peso ou dietas restritivas. Alterações hormonais, como as que ocorrem no pós-parto e na menopausa, além de deficiências de nutrientes e fatores genéticos, também podem estar relacionados ao problema.
O tratamento depende da causa identificada e pode envolver diferentes procedimentos. A terapia capilar utiliza protocolos que podem combinar princípios ativos e recursos de eletroterapia, mas a avaliação de outros profissionais da saúde pode ser necessária quando há suspeita de uma condição que exige tratamento médico.
De acordo com Manoela, a terapia capilar deve ser realizada de forma integrada e respeitando os limites de atuação de cada profissional. “Associados aos protocolos dos terapeutas capilares e tricologistas, esses cuidados podem potencializar o tratamento e contribuir para resultados mais eficazes”, alerta.
Além dos procedimentos realizados em consultório, alguns hábitos podem contribuir para a proteção do couro cabeludo e dos fios. A higienização adequada, o uso de produtos específicos para cada necessidade e a redução do excesso de calor estão entre os cuidados que podem ajudar a evitar danos e quebra.
A professora orienta que o cuidado deve considerar tanto o couro cabeludo quanto o comprimento dos fios. Entre os principais cuidados, está o uso de dermocosméticos específicos para cada necessidade e a realização adequada da higienização do couro cabeludo e dos fios.
“Também é importante evitar ficar muitos dias sem lavar o cabelo e controlar o excesso de produtos, como leave-ins e finalizadores. Além disso, é preciso ter atenção às fontes de calor, como secadores e pranchas, utilizando temperaturas mais baixas para evitar danos ao couro cabeludo e aos fios”, ressalta.
Em caso de queda intensa ou persistente dos fios, o ideal é procurar um profissional de saúde para identificar a causa e indicar o tratamento adequado. A terapia capilar pode fazer parte dos cuidados, mas deve ser realizada de acordo com a necessidade de cada pessoa e, quando necessário, com acompanhamento de outros especialistas.
Por Sarah Carreiro, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro