Realizada entre os dias 21 e 27 de junho, a Semana Mundial da Alergia 2026 busca conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado das doenças alérgicas. O tema da campanha deste ano é “Cuidado com alergia é cuidado essencial”.
Segundo a Organização Mundial da Alergia (WAO), entre 30% e 40% da população mundial convive com algum tipo de alergia, número que pode aumentar nas próximas décadas devido a fatores como poluição, urbanização e mudanças climáticas.
Entre as condições mais comuns estão a rinite alérgica, a asma, as alergias alimentares e as doenças de pele, como a dermatite atópica. Os sintomas variam de espirros e coceiras até quadros mais graves, que podem comprometer a qualidade de vida e exigir atendimento médico especializado.
Para a doutora Larissa Capelasso, médica alergista, o aumento dos casos está relacionado a diferentes fatores ambientais e comportamentais. “O aumento do número de casos de alergia é multifatorial, pode estar relacionado ao ambiente, aumento da poluição, ao maior consumo de alimentos industrializados”, explica.
A doença pode se agravar quando não há identificação adequada dos agentes desencadeantes, o que dificulta o controle ao longo do tempo. O diagnóstico costuma ser realizado por meio da avaliação clínica e de exames específicos, que ajudam a identificar os agentes responsáveis pelas reações alérgicas. A partir disso, é possível definir o tratamento mais adequado para cada paciente.
Segundo Larissa, a identificação precoce faz diferença no controle das doenças alérgicas. “O diagnóstico precoce auxilia a gente a identificar o agente causador, o fator desencadeante dessa alergia, e com isso o tratamento mais adequado, como controlar, o que precisa ser feito para justamente que esse paciente não evolua para quadros mais graves ou uma cronificação da doença”, destaca.
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) também forneceu algumas orientações para maior garantia da qualidade de vida, como seguir o tratamento prescrito após o diagnóstico, entender a complexidade da doença e buscar referências seguras, além de manter a limpeza de ambientes domésticos.
Mais informações e instruções sobre as doenças alérgicas podem ser consultadas no folder da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), disponível neste link.
Por Sarah Carreiro, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro