Foto: Arthur Gaia

O ano de 2026 marca um ciclo de maturidade e reencontro para o ator, produtor cultural e dramaturgo Igor Ibiapina, natural de Abaetetuba. Após quatro anos de aperfeiçoamento técnico em São Paulo na SP Escola de Teatro e na SP Escola de Dança, o artista retorna à terra natal para estrear o seu primeiro monólogo musical: “Eu, o Boto Abaeteuara”.

A obra, autoral e produzida por uma equipe inteiramente paraense, celebra os 10 anos de trajetória artística de Igor e será o palco de encontro entre gerações. A temporada aberta ao público acontece de 06 a 08 de fevereiro, com sessões às 19h (dia 06) e em horário duplo (15h e 19h30) nos dias 07 e 08.

“O público pode esperar muita identificação. Desenvolvi um novo olhar sobre a minha cidade e suas potencialidades, transformando isso em entretenimento, arte potente e reflexão. Vai ser lindo compartilhar a minha arte e honrar as raízes abaetetubenses no lugar em que me formou como cidadão e artista, antes mesmo de me profissionalizar”, afirma o autor.

O espetáculo narra a história de Caique, um jovem ribeirinho órfão que vive na encantada Ilha da Pacoca, ambientada na Amazônia. Carismático e músico, ele vê seu destino mudar ao se apaixonar por Anahí, uma moça da cidade. O romance, entretanto, enfrenta a resistência de forças místicas da ilha, em uma trama que transita entre o lúdico e o trágico sob a luz da lua cheia.

A obra é fruto de uma pesquisa profunda sobre a identidade de Abaetetuba. Ibiapina mergulhou em referências que vão desde o cinema de Ele, o Boto (1987), Encantado que vem das águas, um filme abaetetubense, até a literatura histórica de Jorge Machado, Carlos Correia Santos, Nazaré Lobato e Monte Serrat.

Um dos momentos mais aguardados e emotivos do espetáculo é a interpretação da canção “Boto Sonhador”, clássico da Banda Grasom. A escolha é uma homenagem ao avô Graciliano Correa, que foi tecladista e sanfoneiro do grupo. Pela primeira vez, o patriarca da família verá o neto unir atuação, canto e dança no palco.

“É um momento histórico na minha vida e carreira. Cantar essa música é honrar minhas raízes e mostrar para o meu avô o fruto do caminho que ele ajudou a pavimentar, mesmo sem saber, através da música”, conta Igor, que também aproveita para destacar a importância do fomento cultural e da Política Nacional Aldir Blanc (PANB), onde inscreveu e aprovou o projeto.

“O orgulho de ser e viver em Abaetetuba é essencial para preservar nossa memória. Incentivos como a PNAB são fundamentais para que possamos gerar renda para nossos profissionais e mostrar ao público que ir ao teatro é um ato de valorização da nossa própria história”, destaca o artista.

Equipe técnica: Atuação e Dramaturgia: Igor Ibiapina, Direção Cênica: Dante Monteiro, Direção Coreográfica: Viqui Aben Athar, Preparação Corporal: Eliane Flexa, Preparação Vocal: Wilson Pontes, Cenografia e Figurino: Thais Sales, Sound Design: Leonardo Befox, Design Gráfico e fotografia: Arthur Gaia, Técnicos de som: Mielle Belo e Marcelo Pedro, Assessoria de Imprensa: Emanuele Corrêa e Produção Executiva: Regina Vilhena.

SERVIÇO
Espetáculo autoral – Eu, o Boto Abaeteuara
Data: 6 a 8 de fevereiro
Horário: 15 e às 19h
Local: Centro Social Franciscano, travessa Jardim Atalaia, 32-120, ao lado da Igreja São Benedito, Abaetetuba
Entrada: Ingresso solidário: 1kg de alimento não perecível, posteriormente destinado ao Centro Social
Classificação: Não é recomendada para menores de 12 anos e devem estar acompanhados dos responsáveis.

Com informações da assessoria de imprensa