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Longas jornadas de trabalho, excesso de responsabilidades, cultura de urgência e falta de reconhecimento. Esses são alguns dos fatores que contribuem para o surgimento da Síndrome do Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e emocional relacionado ao trabalho.

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Burnout vai além do cansaço comum. Ele se manifesta por meio de exaustão constante, sensação de incapacidade, queda de produtividade e, em muitos casos, problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão.

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, apenas em 2025, mais de meio milhão de pessoas foram afastadas do trabalho por questões que envolvem a saúde mental. Essa situação tem sido vivenciada por profissionais de diferentes áreas.

Foi o caso da publicitária Juliana Martins (nome fictício para preservar a identidade da entrevistada, que relata como começou a perceber um esgotamento mental após vivenciar situações constantes de pressão e assédio no ambiente de trabalho. Ela conta que, além do estresse emocional, teve crises de choro – indicando o quadro de Burnout.

“Todo esse ambiente tóxico, as grandes pressões que sofria no trabalho dentro da minha função, foi o que me fez perceber que eu estava enfrentando um quadro de Burnout e que também foi o gatilho para eu me desligar dessa empresa depois de quase um ano enfrentando todo esse cenário de instabilidade e toxicidade dentro do ambiente que deveria ser de trabalho”, descreve.

A psicóloga Carla Guerra, especialista em saúde mental e psicologia organizacional e professora da UNAMA, explica que o Burnout se torna ainda mais grave quando os impactos ultrapassam o ambiente de trabalho e começam a afetar a vida pessoal do trabalhador.

“Quando esse estresse acontece no trabalho, se vivencia no trabalho, pode ser Burnout, mas as consequências dele atravessam os muros desse ambiente laboral e vão para casa, para a família e vai nesse estresse junto com os seus relacionamentos sociais, por exemplo”, exemplifica.

A psicóloga ainda alerta que, se não tratado da forma devida, o Burnout pode evoluir para outros transtornos psicológicos como depressão e ansiedade, desânimo, problemas relacionados ao sono etc.

Saiba onde buscar ajuda

Buscar ajuda profissional é essencial para evitar o agravamento dos problemas emocionais e garantir qualidade de vida.

Na UNAMA – Universidade da Amazônia, a comunidade pode ter acesso a atendimentos psicológicos com valores acessíveis. Na unidade da Alcindo Cacela, as sessões custam a partir de R$ 30 reais, com horários disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. Para mais informações, basta ligar para (91) 99206-9602.

Ouça a reportagem completa de Rebeca Costa para o Rádio Jornal 30 Minutos