Lançado na última quinta-feira (30), O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas com alto desempenho nas bilheterias. No Brasil, o longa arrecadou cerca de R$ 55 milhões no primeiro fim de semana e teve resultados expressivos mundialmente, consolidando a estreia como uma das maiores do ano.
O filme marca o retorno de personagens conhecidos do público, como Miranda Priestly (Meryl Streep), Andy Sachs (Anne Hathaway) e Emily Charlton (Emily Blunt), mas aposta em uma abordagem diferente. Desta vez, a história se desenvolve em um contexto em que a moda e o jornalismo ocupam um espaço de influência modificado pela era digital.
A nova trama acompanha um mercado em transformação, onde revistas tradicionais disputam atenção com redes sociais, influenciadores e plataformas digitais. O poder editorial, antes concentrado em grandes veículos, passa a dividir espaço com métricas de engajamento, algoritmos e produção constante de conteúdo.
Essa mudança também impacta os próprios personagens. Andy surge mais experiente, enquanto Miranda enfrenta um cenário em que é necessário se adaptar a novas dinâmicas de comunicação e consumo, em uma narrativa que evidencia como profissões ligadas à informação e à imagem vêm sendo redefinidas nos últimos anos.
O sucesso do filme mostra que histórias conhecidas ainda têm espaço, especialmente quando conseguem dialogar com o presente. Ao atualizar seus conflitos, a sequência se aproxima de temas atuais e amplia o alcance para além do público que acompanhou o primeiro longa.
O Diabo Veste Prada 2 está em cartaz nos cinemas brasileiros, incluindo a rede Cinesystem.
Por Sarah Carreiro, aluna de Jornalismo da UNAMA, sob supervisão da jornalista Isabella Cordeiro