De acordo com a pesquisa “Panorama do Consumo de Livros” de 2025, iniciativa da Câmara Brasileira do Livro realizada por Nielsen BookData, houve o aumento de 3 milhões de consumidores da literatura no Brasil na faixa etária de 18 a 34 anos, em relação a dados coletados em 2024.
Segundo Sevani Matos, presidente da entidade que promove o estudo, esse avanço envolve a atuação conjunta entre editoras, livrarias, autores, influenciadores, políticas públicas e iniciativas de incentivo à leitura, além da expansão do mercado editorial brasileiro.
A internet é um dos fatores principais para essa adesão, pois a literatura virou uma tendência entre os jovens, que transformam as redes sociais em fóruns comunitários para divulgações de títulos e promoções, trocas de relatos e reclamações. Gradualmente surgiram os influenciadores digitais, que utilizam sua visibilidade para orientar e manter contato com outros leitores, normalmente seguindo nichos literários em seus portais.
Esse movimento independe da atuação direta do mercado. Livrarias, editoras e autores usam as tecnologias na adequação de demandas de consumo, adaptando títulos para os formatos digitais e criando as próprias comunidades de fãs. Dessa forma, interagem diretamente com o público geral e influenciadores, que recebem patrocínio para promoverem as obras que seguem o padrão do submercado que fazem parte.
Fora desses canais voltados para compra e venda, as iniciativas públicas de incentivo à leitura também precisaram se adaptar à realidade do consumidor brasileiro. A plataforma MEC Livros, recém-lançada pelo Governo Federal, recebe leitores de diferentes gêneros e se torna cada vez mais popular pela versatilidade que oferece.
A inclusão de diferentes perfis também é presente em fóruns voltados para esse público, como a Fundação Cultural do Pará, que comumente propaga títulos que compõem o acervo de suas bibliotecas públicas em postagens na internet.
Por Maysa Sarraf, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro