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Exames de rotina podem identificar doenças em estágio inicial, ajudando no tratamento precoce. Na maioria dos casos, essas alterações são detectadas de forma rápida com resultados laboratoriais, como o hemograma completo.

As rotinas de trabalho, estudo e lazer não podem diminuir as visitas periódicas no médico, muito menos delongar o período de novos exames de fezes, sangue e urina. De acordo com Gustavo Holanda, biólogo e professor do curso de Biomedicina da UNAMA – Universidade da Amazônia, é a partir das análises clínicas que muitas doenças são detectadas ainda na fase inicial.

“Os exames de rotina, que normalmente as pessoas fazem para saber colesterol, plaquetas e níveis de glicose, têm uma grande importância para a prevenção de doenças graves. Eles não somente detectam como, também, garantem maiores chances de recuperação”, explica.

De acordo com o especialista, também é necessário ter atenção aos cuidados laboratoriais das crianças. “A infância dá uma ‘falsa sensação’ de proteção. É difícil acreditar que indivíduos tão novos estejam com doenças graves. Mas, na verdade, os maiores índices de leucemia são em crianças e adolescentes”, alerta.

Os exames mais indicados para fazer regularmente são: hemograma completo, marcadores tumorais e biópsias. O professor Gustavo Holanda explica a função de cada um.

“O hemograma completo sinaliza alterações nos glóbulos sanguíneos. Os marcadores tumorais verificam se há doenças genéticas que possam surgir no indivíduo. Já a biópsia identifica a presença de tumores por meio da retirada de pequena amostra de tecidos”.

Por último, os exames de imagens também são fundamentais para o checkup regular. Por meio deles, é possível visualizar algumas doenças localizadas no organismo. “Todas os exames de laboratório têm o mesmo objetivo: facilitar o diagnóstico e tratar de forma precoce qualquer alteração no corpo. Se tratando de crianças, é interessante que os pais saibam desde cedo se há alguma probabilidade de doenças hereditárias”.

Além do câncer, outras doenças podem surgir pelo fator genético. Para Gustavo Holanda, quanto mais rápido identificar, maior é a qualidade de vida dos pequenos. “Se atentar à saúde das crianças é um cuidado que vai além da alimentação e do suporte emocional. É manter um calendário periódico de visitas ao médico, exames, consultas e tratar o quanto antes qualquer mudança no ritmo do organismo”, finaliza.

Por Quezia Dias/Ascom Unama