Celebrado nesta sexta-feira (16), o Dia Mundial da Alimentação propõe uma reflexão sobre o que chega à mesa dos brasileiros. Criada para marcar a fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945, a data é lembrada internacionalmente desde 1981.
Para a nutricionista e professora dos cursos de Saúde da UNAMA, Lorena Falcão, pensar na alimentação vai além do prato. “O alimento tem que ser pensado desde o momento em que é concebido, plantado e colhido. Como ele vai chegar à mesa, de que forma e para quem vai chegar”, explica.
Planejar ajuda a comer melhor
Na rotina corrida, a organização faz diferença. Planejar o cardápio da semana e adiantar o preparo de alguns alimentos são estratégias que garantem uma alimentação mais variada e saudável.
A professora orienta ainda a redução de ultraprocessados. “Diminuir o consumo de alimentos embalados, os ultraprocessados, é uma excelente estratégia, tanto para o meio ambiente quanto para a nossa saúde”, afirma.
Alimentação adequada é questão de dignidade
Mais que uma escolha individual, comer bem depende do acesso. No Brasil, o direito à alimentação adequada é garantido pela Lei nº 11.346/2006, que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN).
Segundo Lorena, a falta de acesso a alimentos de qualidade compromete a saúde em todas as fases da vida. “A dificuldade afeta da criança ao idoso, da gestante ao adulto. Quando o alimento tem baixa qualidade nutricional, deixamos de receber nutrientes que desempenham um papel essencial e insubstituível no organismo”, ressalta.
Para a docente, a informação é importante, mas não resolve sozinha o problema. “A discussão sobre segurança alimentar precisa considerar as condições de vida da população e garantir que todas as pessoas possam se alimentar com qualidade e dignidade”, conclui.
Por Sarah Carreiro, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Bebel Chaves