A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. Embora descritos nas bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações de eventos adversos têm aumentado nos cenários nacional e internacional, evidenciando a necessidade de reforço das orientações de segurança.
O acompanhamento médico é fundamental, principalmente pelos riscos de reações adversas graves, como a pancreatite aguda. A professora do curso de Nutrição da UNAMA, Lorena Falcão, explica que o princípio ativo dessas canetas está relacionado ao tratamento de quadros clínicos específicos.
Segundo ela, o uso apenas por estética pode trazer consequências e provocar sintomas como vômitos, fraqueza, dor de cabeça e mal-estar. “Então isso acaba sendo uma repercussão negativa pelo mau uso, pelo uso indevido, da concentração indevida dos componentes da caneta”, esclarece.
Dados da Anvisa indicam que, entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos no Brasil, além de seis suspeitas de casos de óbitos.
A professora reforça que é extremamente necessário ter acompanhamento médico antes de iniciar o uso da caneta, considerando que cada paciente deve ser avaliado individualmente.
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