O interesse por livros tem diversos benefícios educacionais e pode ser um grande aliado para a saúde mental e a cognição. Incentivar crianças e jovens com Transtorno de Espectro Autista (TEA) a lerem amplia as possibilidades de interação social e comportamental, criatividade e memorização de histórias.
A leitura estimula a imaginação e a criação de cenários, personagens e narrativas só com o exercício da mente. De acordo com Mychele Melo, professora do curso de Pedagogia da Universidade da Amazônia (UNAMA), os livros são recursos que auxiliam no processo de interação de crianças e jovens com o mundo, de acordo com os seus interesses. Além disso, as obras são responsáveis por despertar emoções e sentimentos, como empatia, solidariedade, tristeza e felicidade.
“A leitura na infância e na juventude é essencial para os desenvolvimentos intelectual, emocional e social. Podemos intitular os livros como ferramentas para o crescimento pessoal, fortalecendo o raciocínio, a imaginação e os sentimentos. É importante que o incentivo seja repassado como um lazer, não como obrigação”, afirma.
Mais do que benefícios escolares, os livros melhoram as saúdes mental e comportamental – sendo um instrumento de trabalho para a psicopedagogia com crianças e jovens com Transtorno de Espectro Autista. O propósito é reduzir níveis de estresse, equilibrar o humor e estimular a leitura como exercício cognitivo.
“Quando passamos a refletir sobre o papel desse hábito para pessoas com TEA, precisamos entender suas vantagens no processo de socialização. Colocar o cérebro em constante desafio para imaginar e absorver informações favorece a atenção, o raciocínio e previne contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer”.
Segundo a pedagoga, é importante os familiares participarem do momento. “Para que os filhos tenham prazer pela leitura, os pais precisam ser os mediadores lendo ou os presenteando. O ato de ler vai aprimorar a saúde cognitiva dos mais jovens ao longo de toda a vida”, conclui.
Por Quezia Dias/Ascom UNAMA