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O uso de drones tem se tornado cada vez mais comum em atividades como monitoramento, inspeções, produção de imagens e pulverização agrícola. Mas de acordo com a Equatorial Pará, a operação desses equipamentos perto da rede elétrica exige atenção redobrada e o descuido pode provocar acidentes graves e até interromper o fornecimento de energia.

Segundo o executivo de Segurança da Equatorial Pará, Elton Lucena, os drones são considerados aeronaves não tripuladas e precisam seguir as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além disso, o operador deve planejar o voo para evitar riscos.

“Quando falamos de aeronaves, sejam elas tripuladas ou não tripuladas, elas se submetem à regulamentação da Anac. No caso dos drones, caracterizamos como aeronaves não tripuladas e o principal processo associado a ela é o fato de ser controlada remotamente”, explica.

O executivo explica que a aproximação do drone com a rede elétrica aumenta o perigo de perda de controle do equipamento, o que pode provocar acidentes e comprometer o fornecimento de energia.

“A gente fala sobre comando remoto porque se eu me aproximo muito entendendo que eu tenho o controle e eu perco esse contato, a probabilidade desse drone ir para cima da rede e causar um acidente é muito grande. Um drone em contato com a rede elétrica pode cortar os condutores, causar cabo ao solo energizado, além de desenergizar todo aquele circuito, ele pode oferecer risco à vida da população”, alerta.

A recomendação da Equatorial Pará é que os operadores mantenham sempre uma distância segura da fiação elétrica e realizem os voos de forma responsável, respeitando todas as normas de segurança.

Ouça a reportagem completa de Rebeca Costa para o Rádiojornal 30 Minutos: