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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25), o registro do Vyalev, medicamento indicado para atuar nos sintomas graves e debilitantes em pacientes que apresentam a doença de Parkinson em estágio avançado e que não respondem aos tratamentos disponíveis.

O mecanismo de ação do novo remédio, que combina foslevodopa e foscarbidopa (substâncias derivadas da levodopa – principal medicação usada contra as flutuações motoras), é administrado por meio de infusão subcutânea contínua, durante 24 horas por dia, e busca amenizar oscilações comuns nas fases mais avançadas da doença.

Os componentes do Vyalev trabalham em conjunto: enquanto a foslevodopa aumenta a quantidade de dopamina para reduzir os problemas de movimento, a foscarbidopa age na melhora dos efeitos da foslevodopa.

A aprovação da Anvisa está fundamentada em um estudo de fase 3, realizado com cerca de 130 pacientes com Parkinson avançado, acompanhados por 12 semanas, que já apresentaram melhora nos primeiros 7 dias de tratamento.

De acordo com os dados divulgados pela agência, aqueles que receberam a infusão contínua tiveram aumento de tempo em que permaneceram sem sintomas motores debilitantes e redução dos períodos em que as oscilações são intensas e agressivas.

Parkinson é uma doença que acomete o sistema nervoso central, de forma crônica e progressiva. Ela ocorre devido à degeneração das células situadas na substância negra do cérebro, que produzem o neurotransmissor dopamina – responsável pela transmissão de mensagens entre as células nervosas.

A baixa produção de dopamina afeta os movimentos e provoca sintomas que podem ser motores, como tremores e anormalidades posturais, e não motores, como depressão, alterações de olfato, prejuízos cognitivos, entre outros.

Por Isabella Cordeiro