Foto: Arquivo / Museu Goeldi

Um artigo científico constatou que existem 141 acervos de mamíferos na América do Sul que reúnem mais de 740 mil exemplares catalogados. A coleção presente no Museu Emílio Goeldi, em Belém, inclui quase 47 mil espécimes, sobretudo amazônicas, sendo a terceira maior do continente e a quarta maior da América Latina.

Porém, essa coleção não fica nas áreas abertas de visitação do museu. O acervo está no campus de pesquisa da instituição, também localizado na capital paraense, onde são mantidas as coleções cientificas. A maior parte dos animais catalogados vem da Amazônia Oriental e de áreas de transição, como regiões do Pará, Maranhão, Tocantins e Rondônia.

Entre os exemplares guardados no Museu Goeldi, estão animais simbólicos da região amazônica, como onças-pintadas e peixes-boi, além de primatas e carnívoros que contribuem para os estudos sobre como essas espécies se distribuíam no passado e a evolução delas ao longo do tempo.

Atualmente, o acervo abriga exemplares coletados ao longo do século XX e inclui espécies ameaçadas de extinção. Há também cerca de 70 espécimes considerados “tipos”, usados como referência científica para descrever uma espécie, representando um dos itens mais valiosos de qualquer coleção.

A importância de manter esses animais no Museu está no funcionamento da coleção como base para pesquisas científicas sobre a biodiversidade amazônica. Embora sejam privados, os registros ajudam a entender alterações ambientais, desenvolvimento das espécies e doenças que circulam entre animais e humanos.

Por Gabriela Ferreira, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro