A ciência produzida na Amazônia segue avançando e gerando resultados surpreendentes. Sob a liderança do Prof. Dr. José Carlos Tavares, a startup AmazonCure, fundada no Amapá, patenteou um ativo extraído da cascavel amazônica que atua no relaxamento da musculatura facial de modo não invasivo.
O botox, intitulado Bothroxina, foi desenvolvido a partir do veneno da serpente amazônica que é muito mais potente do que em outras regiões, de acordo com o pesquisador. O habitat e a alimentação da cobra alteram completamente a qualidade da toxina, tornando-a duradoura e garantindo um efeito de rejuvenescimento inédito.
O grande diferencial entre as toxinas consiste na aplicação, uma vez que a toxina botulínica tradicional exige injeções intramusculares e o novo ativo atua na musculatura estriada esquelética, responsável pelo surgimento de rugas, de forma externa e completamente segura.
A partir da patente aprovada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o projeto inverte a lógica do mercado global e comprova a potência da pesquisa realizada na região amazônica. Em vez de somente exportar matéria-prima, a Amazônia passa a protagonizar o fornecimento de propriedade intelectual e inovação de ponta.
A Bothroxina, solução para quem busca a suavização das linhas de expressão, representa a culminância de décadas de estudos e desenvolvimento do Prof. Dr. José Carlos Tavares, além de mostrar que a união entre a floresta e o conhecimento científico de alto nível pode gerar produtos de boa qualidade e alta performance.
Por Isabella Cordeiro