Fotos: WMP / Embrapa

A revista norte-americana Time publicou, nesta quarta-feira (15), a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Entre os requisitados nomes, estão presentes dois cientistas brasileiros: Luciano Moreira, responsável pela criação de um projeto que combate o vírus da dengue, e Mariangela Hungria, criadora de micro-organismos que auxiliam plantas na absorção de nitrogênio, melhorando o desempenho das plantações.

Luciano Moreira destaca-se por desenvolver um método nacional de combate a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. Ele descobriu que, usando a bactéria “Wolbachia” na criação de mosquitos “turbinados”, o vírus não consegue atuar como vetor (portador do vírus).

Atualmente, em parceria com o Ministério da Saúde, a técnica que envolve os mosquitos criados por Luciano está em 16 cidades diferentes, mostrando sua eficácia com redução de até 89% dos casos de dengue.

Mariangela Hungria, agrônoma e microbiologista, é reconhecida por estudos voltados à criação de micro-organismos capazes de fazer as plantas fixarem o nitrogênio diretamente da atmosfera, reduzindo a necessidade de insumos químicos nas plantações. Sua pesquisa está sendo adotada por vários países tropicais da América do Sul, incluindo o Brasil nas plantações de soja.

A inclusão de personalidades brasileiras na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo reforça o protagonismo do Brasil em diversas áreas, como a ciência e a pesquisa. Além disso, reafirma a importância de investir nesses profissionais, superando a famosa “síndrome do vira-lata”, sentimento de inferioridade em relação a outros países, especialmente os mais desenvolvidos.

Por Anna Magalhães, aluna de Jornalismo da UNAMA, com supervisão da jornalista Isabella Cordeiro