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Mais de 80% dos lares brasileiros possuem algum tipo de dívida, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), refletindo o impacto do aumento do custo de vida no orçamento doméstico. Nesse cenário, o crédito surge como alternativa, mas especialistas alertam que a diferença entre alívio e prejuízo está na forma como ele é utilizado.

A estratégia do chamado crédito consciente tem ganhado força como ferramenta para evitar o endividamento excessivo e reduzir índices de inadimplência. Diferente do uso emergencial e impulsivo, o crédito consciente prioriza um uso planejado e responsável, sempre alinhado à realidade financeira do consumidor.

Flávio Silva, gerente de negócios do Sicredi, ressalta que o crédito não deve ser visto como recurso para qualquer necessidade momentânea, mas como instrumento para alcançar objetivos específicos. Segundo ele, os consumidores frequentemente cometem erros como contratar crédito sem planejamento, apenas para resolver uma dificuldade imediata, sem calcular o impacto das parcelas, ou focar apenas na parcela mensal, ignorando o custo total da dívida, incluindo juros e taxas.

“Quando a pessoa tem mais conhecimento, ela deixa de ver o crédito como algo imediatista e começa a enxergá-lo como um compromisso para o futuro”, explica.

Entre as principais orientações para evitar a inadimplência estão buscar informação sobre taxas e condições antes de assinar contratos, planejar gastos futuros antes de assumir novos compromissos e manter diálogo constante com instituições financeiras, garantindo orientação e possibilidade de renegociação quando necessário.

Texto e reportagem por Rebeca Costa