A presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) divulgou na terça-feira (17) o relatório executivo da conferência realizada em Belém, em novembro de 2025. O documento firma os resultados do encontro e aponta os caminhos que devem ser trilhados para a implementação de políticas globais.
Ao todo, 56 decisões foram adotadas em comum acordo entre os países integrantes da conferência, abordando temas como mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia, perdas e danos.
Em meio aos resultados, o relatório destaca a ampliação dos recursos climáticos, com o objetivo de mobilizar US$ 1,3 trilhão até 2023, incluindo pelo menos US$ 300 bilhões em investimentos públicos. Além disso, foi estabelecida a meta de triplicar o financiamento para adaptação no mesmo período.
Ao final da conferência, 122 países haviam enviado suas contribuições climáticas (NDCs), com objetivos que marcam um novo ciclo de compromissos internacionais com a redução de emissões de gases de efeito estufa.
O documento evidencia três grandes mapas do caminho, que deverão nortear a ação climática global nos próximos anos para transformar compromissos em políticas nacionais e investimentos reais. Um dos mapas é o do Caminho pela Transição para o Afastamento dos Combustíveis Fósseis; entre as metas, está zerar o desmatamento até 2030.
O segundo é o Mapa do Caminho pela Reversão do Desmatamento e da Degradação Florestal até 2030, que reafirma o papel das florestas na ação climática e no desenvolvimento sustentável. Já o terceiro foi criado antes da COP30: o Mapa do Caminho de Baku a Belém, que segue para além da conferência.
O documento reforça a criação de medidas de combate ao racismo e a pobreza, além de fomentar o diálogo global sobre igualdade racial, clima e meio ambiente. Além disso, o relatório aponta os próximos passos da agenda internacional, focando na continuidade das negociações e na preparação para a próxima conferência – a COP31, que será realizada na Turquia, em 2026.
Por Isabella Cordeiro