A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), deu início à implantação de jardins de chuva urbanos, como parte das soluções baseadas na natureza (SbN).
Os jardins de chuva seguem o conceito de “cidade-esponja”, modelo criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, realizando intervenções em pontos estratégicos da cidade para conter alagamentos, absorvendo, retendo e infiltrando a água da chuva. Os benefícios são ambientais, sociais e estéticos.
Como funcionam os jardins de chuva
Os jardins de chuva são áreas verdes construídas em locais antes impermeabilizados, como calçadas e ruas. Eles recebem a água da chuva e permitem que ela seja absorvida gradualmente pelo solo, reduzindo o escoamento superficial – principal causa de alagamentos – e filtrando sedimentos e poluentes antes que a água chegue aos canais urbanos.
O projeto já está sendo implementado na Rua dos Mundurucus, esquina com a Travessa Quintino Bocaiúva; na Avenida Marechal Hermes, ao lado do Porto Futuro; na Travessa Rui Barbosa, esquina com a Avenida Gentil Bittencourt, ao lado do Centur e na Travessa Quintino Bocaiúva, esquina com a Avenida Conselheiro Furtado, próximo à Semma.
Entre os benefícios para a população, os resultados esperados são a redução de alagamentos e enchentes em áreas críticas de Belém, a melhoria da qualidade da água nos canais, criação de novos espaços verdes e promoção do conforto térmico, aumento da biodiversidade – através do plantio de espécies nativas adaptadas a períodos de seca e alagamento –, educação ambiental e participação comunitária.
Projeto urbano integrado e sustentável
A iniciativa é multi-institucional e envolve as atuações de diferentes Secretarias como a Semma, a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra) e a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop).
As intervenções utilizam substratos drenantes, pontos de entrada e saída de água protegidos por pedras e cobertura com serrapilheira para proteger o solo. Sempre que necessário, os jardins são integrados à drenagem urbana existente, mas não substituem obras de saneamento.
O projeto segue normas técnicas reconhecidas, como o Guia Prático de Jardins de Chuva para Cidades e o Catálogo de Soluções Baseadas na Natureza, além de prever a criação de uma portaria municipal para consolidar essas práticas como política pública de drenagem sustentável.
Informações da Agência Belém