Entenda os riscos associados à doença e como evitar a contaminação

Após a confirmação de diversos casos de doença de Chagas em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, os cuidados devem ser redobrados quanto à prevenção e a identificação dos sintomas, que podem evoluir para quadros graves e até levar à morte.

Na região amazônica, a doença de Chagas ainda é um desafio para a saúde pública, principalmente pela possibilidade de transmissão por via oral.

O consumo de alimentos contaminados, como o açaí, está entre as principais formas de infecção, o que exige uma atenção maior da população no momento da compra e do consumo do alimento.

A infectologista Ana Yecê, pesquisadora em Saúde Pública do Instituto Evandro Chagas e coordenadora do laboratório de doença de Chagas da seção de epidemiologia do instituto, aponta que a grande maioria dos batedores ainda não possui o selo exigido pela vigilância sanitária, mas gradativamente os bons comerciantes estão obedecendo às recomendações e realizando o processo correto para venda de açaí seguro, o chamado branqueamento.

“Esse processo existe há mais de 10 anos e frequentemente as vigilâncias sanitárias das secretarias de saúde disponibilizam treinamentos aos comerciantes do produto de como cumpri-lo corretamente”, explica a especialista.

Ela afirma que também é papel do cidadão exigir do batedor a realização do processo correto de higiene, não só para doença de Chagas, mas para todos os outros patógenos que podem contaminar o açaí.

Ana Yecê destaca quais sinais devem servir de alerta e quais situações demandam a busca por atendimento médico, como febre e inchaços, especialmente nas pernas e no rosto.

“Além destes, ainda podem apresentar dores musculares, manchas vermelhas discretas na pele, fraqueza, dor de cabeça. Nos casos em que a pessoa já tem mais de 20 dias de doença, podem aparecer sinais de comprometimento no coração, que são especialmente o cansaço aos esforços mínimos, a tosse seca, palpitações e aumento da frequência cardíaca em repouso”, acrescenta.

Confira a reportagem completa de Bianca Souza para o Radiojornal 30 Minutos: